O tema de regionalização é um tema no topo da agenda política nos tempos que correm. Cada vez se fala mais na necessidade de novo referendo e da adequação da estrutura governativa regional aos novos paradigmas.
A minha experiência é que as atuais CCDR são uma miscelânia e uma mão cheia de nada, mas onde muito bem se ganha. As CCDR são geriadas como mega câmaras municipais mas não o são. São sítios onde impera os políticos locais com vencimento de governo central mas sem o seu escrutínio.
São Institutos onde já existe votação local para o Presidente e 2 Vices mas onde existe acordo nacional dos partidos políticos. Isto é democracia? Bem fez o Norte que mesmo com acordo e contra os partidos houve e muito bem 2 candidatos. Nas outras 4 regiões apenas um candidato respeitando a negiata partidária.
E depois lá está existem mais 5 Vices nomeados pelo governo central. A operacionalização é dificil e questiono se o Presidente é presidente destes 5 Vices, isto porque eles respondem à tutela que os nomeou (ambiente, cultura, agricultura, saúde e educação) e o Presidente responde à tutela (Economia e) Coesão Territorial. Tem tudo para correr bem… ou nem por isso. Imagino a concertação e ginástica para levar a bom porto as reuniões do Conselho Diretivo.
E por fim face aos políticos locais e ao que se passa nas Câmaras, CIM e CCDR, até tenho medo o que poderiam fazer com uma regionalização. Talvez com voto da população e limite de mandatos ajudasse a minimizar o estrago.
Qual o vossa ideia sobre este assunto?
Vilna@lemmy.pt