Eu nem acredito que estou fazendo isso em pleno ano de 2026, quando a IA está no seu momento mais supervalorizada e quando todos os olhos estão voltados para a facilidade que ela nos impõe.
Para começar, eu não sou uma anti-tecnologia – eu to muito longe disso (se é que posso voltar a ter o direito de usar travessão sem acharem que o texto é do chat). Atualmente trabalho como social media gerenciando minha própria agência de marketing digital, mas um dia, num passado tão tão distante (digamos uns 10 anos atrás?) me via formada em jornalismo escrevendo textos enormes e decorando livros ainda maiores. A pergunta é: aonde foi que eu me perdi?
Voltando ao assunto, o ano é 2026 e me vi nos últimos tempos sedenta por ler textos reais. Aqueles que são escritos por gente real, com erros reais, com pensamentos que vão e voltam. E, no meio de tanta criação de conteúdo que me vejo fazendo no Instagram para ajudar outras empresas a crescerem no digital, dentro de mim um sopro: e se a gente voltasse a fazer textão? Daqueles que ninguém mais lê. Daqueles que só lê quem realmente gosta de textão verdadeiro, feito à mão.
Pois bem. Deus tem seus jeitinhos de falar comigo. E cá estou eu, num sábado chuvoso, 7 da noite, com meu filho recém dormido no meu colo abrindo um blog para criar textos e conexões sobre assuntos que me vem à mente.
Da maternidade ao mundo digital, da vida cotidiana à fé. Vocês vão ver de tudo aqui… só não vão ver texto de IA. Porque Deus me teceu no ventre da minha mãe com um dom que não posso deixar desperdiçar em 2.200 carácteres de legenda do insta.
Bem-vindos ao meu mundo sem cortes.
Com amor,
Kyane Vives.